O Mundo de Sofia (Sofies verden em norueguês) é um romance escrito por Jostein Gaarder, publicado em 1991. O livro foi escrito originalmente em norueguês, mas já foi traduzido para mais de 50 línguas, teve sua primeira edição em português em 1995, que atualmente se encontra em sua 70ª reimpressão. Somente na Alemanha foram vendidos 3 milhões de cópias.
O livro funciona tanto como romance, como um guia básico de filosofia. Também tem temas conservacionistas e a favor da ONU. Em 1999, foi adaptada para um filme norueguês; entretanto, não foi largamente publicado fora da Noruega. Esse filme também foi apresentado como uma minissérie na Austrália, se não em outros lugares. Também foi adaptado para jogo de PC pela Learn Technologies em 1998.Recentemente, em 2008 essa versão cinematográfica do livro foi lançado no Brasil oficialmente em DVD.
A Estória se passa às vésperas de seu aniversário de quinze anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo em que vivemos. Os postais foram mandados do Líbano, por um major desconhecido, para alguém chamada Hilde Knag, jovem que Sofia igualmente desconhece.
O mistério dos bilhetes e dos postais é o ponto de partida deste fascinante romance, que vem conquistando milhões de leitores em todos os países em que foi lançado. De capítulo em capítulo, de "lição" em "lição", o leitor é convidado a trilhar toda a história da filosofia ocidental - dos pré-socráticos aos pós-modernos -, ao mesmo tempo em que se vê envolvido por um intrigante thriller que toma um rumo surpreendente.
Sobre o filme, como só se compara livro à
livros, achei muito bom. Envolvente, emocionante e até bem fiel ao livro. Mas
nada se compara ao romance escrito, este marcou minha vida. Li o livro no
começo de minha adolescência, acho que tinha mais ou menos a mesma idade que a
protagonista. Encontrei-o em minha casa por acaso e em poucos dias já o havia
terminado. Nunca nenhum livro tinha me prendido tanto como "O Mundo de
Sophia". Digo mais, o livro foi meu ponto de partida para outras leituras
como Goethe, J.J Benitez, Nietzsche, Dan Brown e Rohden.
Como reitera o autor, por diversas vezes,
trata-se do romance da história da filosofia. De fato o livro percorre desde a
antiguidade até o mundo contemporâneo, passando pela idade média, renascimento,
romantismo e revolução científica. Para mim sensacional mesmo foi o último
capítulo que remete à origem dos cosmos. Com um raciocínio fantástico, autor
interroga sobre a existência de duas forças atuantes no espaço: a “inércia”, resultante
do big-ban e responsável pela expansão do universo e a “gravidade”, que é a força
que exerce um corpo sobre o outro, atraindo-o. Dessa forma, se o universo
expande em decorrência do big-ban e se a gravidade atrai os cosmos, retraindo a
força da expansão, existem duas forças em atrito. Sendo certo, pois, que a
gravidade freiará a inérica e, assim, o universo atrofiará novamente a uma
pequena quantidade de massa. Mas o que ocorrerá a partir daí? Talvez novamente
aquela pequena concentração de massa dê origem a outra grande explosão e a uma
nova expansão. Pode ser, inclusive, que esse universo já tenha sido criado e
extinto outras incontáveis vezes.
O romance desperta, pelo menos em mim, um
sentimento muito intrigante. Já observaram que, de fato, o mundo nos é tão
impressionante quando somos crianças e que, a partir da vida adulta, nos
envolvemos tanto com a vida cotidiana que perdemos a admiração pela vida? Nesse
ponto, segundo o autor, os filósofos e as crianças constituem uma louvável
exceção. Estes, nunca perdem a admiração pelo desconhecido, pela busca da
verdade e pela vida.
O Mundo de Sophia, o livro que todos
deveriam ler.
E pensar que hoje eu estava mal, trancado em meu quarto, quando bate essa coisinha na minha porta: "Titio abre aqui vai...". Não abriria nem para a mais importante das pessoas, mas tratava-se da minha princesa. Quando eu abro, era só o meu abraço, acompanhado do mais belo de todos os sorrisos, que ela estava trazendo... Dai eu me pergunto: - Qual o motivo que eu tenho pra ser feliz? Eis a resposta. Ela salvou o meu dia. Eu te Amo.
Tenho andado distraído
Impaciente e indeciso
Ainda estou confuso só que agora é diferente
Tô tão tranquilo e tão contente
Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo
Que eu não precisava provar nada pra ninguém
Me fiz em mil pedaços pra você juntar
E queria sempre achar explicação pra o que eu sentia
Como um anjo caído fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira
Mas, não sou mais tão criança
A ponto de saber tudo
Já não me preocupo se eu não sei por que
Ás vezes o que eu vejo quase ninguém vê
Eu sei que você sabe quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você
Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente um dos Deuses mais lindos
Sei que ás vezes uso palavras repetidas
Mas, quais são as palavras que nunca são ditas?
Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como te quero tanto
Já não me preocupo se eu não sei por que
Ás vezes o que eu vejo quase ninguém vê
Eu sei que você sabe quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você
Que fales da vida, das coisas, do hoje e das distrações. Mas se falas da morte, do destino, do desconhecido e do amor, então serás apenas mais um fútil ou alucinado. Já que não posso convencer o outro, então que eu convença a mim mesmo. Pois se muito tenho em meu interior e nunca me compreenderás, então pouco espero do mundo. Sou, pois, como as águas mansas, que escondem toda a sua profundidade, mas nao como as ondas do raso, que já nao assustam e, portanto, por todos frequentadas. Se eu fosse um compositor fariar-te, com estas palavras, uma canção, te tocaria mais afundo e tentaria, só mais uma vez, te convencer. Como nao sou, fecho, pois, meus canais de fora, sonhando com o dia, ou com a vida, em que alguém, valente o bastante, navegue em meu mundo. Se é falso, provas, te contarei todos os meus segredos, queres apostar? Mas se é verdade, e se és como os outros, em meu mundo não haverá lugar pra ti.
Será o amor, como pregam os poetas, a causa da nossa existência e o alimento da nossa alma? Ou será mias uma grande ilusão romântica, criada pelo homem na tentativa de justificar o vazio de sua alma e a desventura de sua vida.
Friedrich Nietzsche, em suas duras palavras, afirma que “Temos a arte para não morrer da verdade”. Ademais assegura que “o amor é o estado no qual os homens tem mais probabilidade de ver as coisas como elas não são”.
Noutro entendimento William Shakespeare:“De almas sinceras a união sincera nada há que impeça: amor não é amor se quando encontra obstáculos se altera, ou se vacila ao mínimo temor. Amor é um marco eterno, dominante, que encara a tempestade com bravura; é astro que norteia a vela errante, cujo valor se ignora, lá na altura. Amor não teme o tempo, muito embora seu alfange não poupe a mocidade; amornão se transforma de hora em hora, antes se afirma para a eternidade. Se isso é falso, e que é falso alguém provou, eu não sou poeta, e ninguém nunca amou”.
Certo mesmo é que em um mundo de facilidades não existe mais conquistas, em um mundo de redes sociais já não existe mais distância. Em um mundo capitalista de modismos e futilidades qual amor sobreviveria? Já não existe mais o namoro na praça, a paquera inocente, as proibições, os desafios e as grandes aventuras.
Quer saber mesmo em que eu acredito? Acredito nos sentimentos, mas não em todos esses sentimentos; acredito nas pessoas, mas não em todas as pessoas; acredito no amor, mas não em todos esses amores.
O amor pra existir precisaria ser puro, divino, maior que os homens e acessível apenas àqueles que detivessem a capacidade de amar.
Portanto, acredito no amor, mas não em todos esses amores.