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terça-feira, 22 de maio de 2012

Tristeza me dê passagem...



 Sozinho o tempo se vai, triste tempo que já não se tem; e a vida me bate à porta, sentimentos incultos, porém.

Muitas vezes tento me esconder, outras vezes tento enfrentar; entre versos, canções e motivos, um dia-a-dia, um trabalho e um lar.

Talvez você não entenda, mas a vida cansou de ensinar, que ou você brinda a vida, ou a vida não vai te brindar.

Que nas boemias da noite, uma certeza eu fui encontrar; a felicidade que tanto procuro não estar numa mesa de bar.



Das pessoas que já conheci, dos lugares por onde passei, das histórias que já me contaram, das amantes que já me deitei.

Das coisas boas da vida, das belezas que apreciei, do sol escaldante do dia, e das noites que aproveitei.

Quarto vazio, leio um livro, e o tempo só sabe passar; mas a vida é mais do que isso, o melhor estar pra chegar.

Mas eis que surge uma resposta, meu coração vai encontrar; tristeza vai me dar passagem, a alegria eu vou encontrar.


Rodrigo Santana da Fonseca Amorim... 23/05/2012, 01h02min A.M.




quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O telhado



Um telhado rodado, de tão belo, que era perfeito;
mas imperfeito ao ponto da água ali penetrar;
um lugar imponente onde a felicidade não habitava;
frio e triste demais para alguém morar.

Uma rua estranha, escura e quiçá perigosa;
e poderosas energias que habitavam aquele lugar;
encontrava-se uma criança estranha e serena;
me aproximo e indago sem medo do que vou falar.

Por favor, eu sei que você pode vê-la;
eu mesmo sinto sua energia nesse lugar;
pois aquela presença tão forte, tão nobre e tão perigosa;
me desespera e me lembra de um tempo que não vai voltar.

Pois lhe diga que eu também sofri e que também chorei,
mas que siga o caminho da sua libertação;
pois de outra forma aquela angústia que lhe atormenta;
jamais dará uma trégua a seu coração.

E a garota estranha que olhava fixamente;
volta-se pra mim e sussurra com convicção;
ela diz que não pode ter paz em seu coração;
que o desespero, a angústia, e o escuro a fazem chorar...

Diz também que se alimenta de sua energia;
mas que ela nada mais é do que proteção;
que jamais te esqueceu um só segundo;
e te aguarda pra um recomeço e outra emoção.

Rodrigo Santana da Fonseca Amorim, O Telhado (15/09/2011)