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segunda-feira, 16 de abril de 2012

sou como as águas mansas...



     Que fales da vida, das coisas, do hoje e das distrações. Mas se falas da morte, do destino, do desconhecido e do amor, então serás apenas mais um fútil ou alucinado. Já que não posso convencer o outro, então que eu convença a mim mesmo. Pois se muito tenho em meu interior e nunca me compreenderás, então pouco espero do mundo. Sou, pois, como as águas mansas, que escondem toda a sua profundidade, mas nao como as ondas do raso, que já nao assustam e, portanto, por todos frequentadas. Se eu fosse um compositor fariar-te, com estas palavras, uma canção, te tocaria mais afundo e tentaria, só mais uma vez, te convencer. Como nao sou, fecho, pois, meus canais de fora, sonhando com o dia, ou com a vida, em que alguém, valente o bastante, navegue em meu mundo. Se é falso, provas, te contarei todos os meus segredos, queres apostar? Mas se é verdade, e se és como os outros, em meu mundo não haverá lugar pra ti.

Rodrigo Santana da Fonseca Amorim.

terça-feira, 6 de março de 2012

Acredito no amor, mas não em todos esses amores...




Será o amor, como pregam os poetas, a causa da nossa existência e o alimento da nossa alma? Ou será mias uma grande ilusão romântica, criada pelo homem na tentativa de justificar o vazio de sua alma e a desventura de sua vida.

Friedrich Nietzsche, em suas duras palavras, afirma que Temos a arte para não morrer da verdade”. Ademais assegura que “o amor é o estado no qual os homens tem mais probabilidade de ver as coisas como elas não são”.

Noutro entendimento William Shakespeare: “De almas sinceras a união sincera nada há que impeça: amor não é amor se quando encontra obstáculos se altera, ou se vacila ao mínimo temor. Amor é um marco eterno, dominante, que encara a tempestade com bravura; é astro que norteia a vela errante, cujo valor se ignora, lá na altura. Amor não teme o tempo, muito embora seu alfange não poupe a mocidade; amor  não se transforma de hora em hora, antes se afirma para a eternidade. Se isso é falso, e que é falso alguém provou, eu não sou poeta, e ninguém nunca amou”.

Certo mesmo é que em um mundo de facilidades não existe mais conquistas, em um mundo de redes sociais já não existe mais distância. Em um mundo capitalista de modismos e futilidades qual amor sobreviveria? Já não existe mais o namoro na praça, a paquera inocente, as proibições, os desafios e as grandes aventuras.

Quer saber mesmo em que eu acredito? Acredito nos sentimentos, mas não em todos esses sentimentos; acredito nas pessoas, mas não em todas as pessoas; acredito no amor, mas não em todos esses amores.

O amor pra existir precisaria ser puro, divino, maior que os homens e acessível apenas àqueles que detivessem a capacidade de amar.

Portanto, acredito no amor, mas não em todos esses amores.

Rodrigo Santana da Fonseca Amorim

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Nada prenderá o homem livre

     Ou você fala deste mundo, ou do outro, qual seja a necessidade dos homens livres se libertarem deste plano.
     Nada prenderá o homem livre, nem vícios, nem religiões, nem políticas e nem paixões.

     Este, o homem livre, guiará multidões, assombrará seus próprios fantasmas e sua existência servirá de fundamento à outras existências.
     O verdadeiro homem livre detém aspirações divinas, consagra-se por suas grandes habilidades e por seus grandes feitos, possui consciência cósmica e o destino de mudar o mundo.
     A guerra do homem livre é interior, sua batalha é com ele próprio, seu inimigo é ele mesmo, sendo que nenhuma barreira física poderá detê-lo.
     Eis o homem livre.

Rodrigo Santana da Fonseca Amorim