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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Nosso Lar - André Luiz (Por Chico Xavier)




"A vida não cessa e a morte é um jogo escuro de ilusões
Fechar os olhos do corpo não decide os nossos destinos
É preciso navegar no próprio drama ou na própria comédia
Uma existência é um ato
Um corpo, uma veste
Um século, um dia...
E a morte, a morte é o sopro renovador...
Mas não vou sofrer com a ideia da eternidade
Há sempre tempo de recomeçar"





O LIVRO



   Nosso Lar é um dos livros psicografados pelo médium brasileiro Chico Xavier, que compõem uma coleção intitulada A Vida no Mundo Espiritual, atribuída ao espírito André Luiz. No movimento espírita brasileiro essa coleção é também conhecida como Série Nosso Lar.

   Clássico da literatura espírita brasileira, Nosso lar é um romance que versa sobre os primeiros anos do médico André Luiz após sua morte, numa "colônia espiritual", espécie de cidade onde se reúnem espíritos para aprender e trabalhar entre uma encarnação e outra. O romance levanta questões acerca do sentido do trabalho justo e dignificante e da Lei de Causa e Efeito a que todos os espíritos, segundo o espiritismo, estariam submetidos.

   A novelista Ivani Ribeiro teve o livro Nosso lar entre suas bases para escrever a novela A viagem, que até agora teve produzidas duas versões, ambas com sucesso e impulsionando a venda de literatura relacionada ao tema.

   Nosso Lar obteve o primeiro lugar entre os dez melhores livros espíritas publicados no século XX, segundo pesquisa realizada em 1999 pela "Candeia Organização Espírita de Difusão e Cultura"[1]).
Desenhos minuciosos e detalhados do mapa da cidade "Nosso Lar" assim como a arquitetura das edificações, ministérios e casas, foram criados pela médium Heigorina Cunha através de suas observações realizadas durante supostos desdobramentos (saídas do corpo) em março de 1979, conduzidas e orientadas pelo espírito Lucius. Estes desenhos serviram de inspiração para criar o visual arquitetônico da cidade que se vê na adaptação cinematográfica da obra, o filme Nosso Lar. Seus desenhos foram esclarecidos e confirmados por Chico Xavier de que se tratava realmente da cidade "Nosso Lar". A obra de Chico Xavier, também ganhou versão para o teatro, com direção de Gabriel Veiga Catellani.


Sobre André Luiz

   Segundo relatos mediúnicos, André Luiz teria sido, em sua última encarnação, datada do início do século XX, um médico sanitarista brasileiro que morou no Rio de Janeiro (algumas pessoas dizem que ele teria sido Carlos Chagas. Dentre estas pessoas está o suposto espírito Inácio Ferreira através da psicografia de Carlos A. Bacelli no livro "Na Próxima Dimensão").[2] "Habitaria", pelo menos à época em que ditou Nosso Lar a Chico Xavier, a "colônia espiritual" homônima à obra, "situada próxima ao Rio de Janeiro". Há obras de André Luiz posteriores à série que leva seu nome, a exemplo de Respostas da Vida, psicografado por Chico Xavier e publicado em 1976.

   Relativos a reencarnação anterior de André Luiz, o pesquisador e jornalista, Luciano dos Anjos, afirma que André Luiz, era o renomado neurologista Faustino Esposel.
Faustino Monteiro Esposel nasceu no dia 10 de agosto de 1888, na rua dos Araújos nº 10, bairro do Engenho Velho, cidade do Rio de Janeiro. Desencarnou na mesma cidade, às 17 horas do dia 16 de setembro de 1931, residindo então na rua Martins Ferreira nº 23, no bairro de Botafogo.
Era filho de João Paiva dos Anjos Esposel e de Maria Joaquina Monteiro (filha reconhecida, ou seja, não registrada oficialmente). Tinha cinco irmãos: Oscar, Noêmia, Mário, Adolfo e Carlos. Eram seus avós paternos: José Maria dos Anjos Esposel e Margarida Maria; e avós maternos: Isidro Borges Monteiro e Paulina Luísa de Jesus.

   Faustino Esposel casou com Odette Portugal Esposel, conhecida por Detinha, nascida no dia 6 de junho de 1900 e desencarnada no dia 5 de fevereiro de 1978. Era professor substituto da seção de neurologia e psiquiatria da Faculdade de Medicina, catedrático de neurologia na Faculdade Fluminense de Medicina. Foi ainda chefe do serviço da Policlínica de Botafogo e do Sanatório de Botafogo e médico da Associação dos Empregados do Comércio. E era também sanitarista, portador por concurso do título de docente de higiene da Escola Normal do Rio de Janeiro, na qual foi continuamente encarregado de cursos complementares. Fez os estudos primários na Escola Alemã, conhecia profundamente o idioma germânico, cursou durante alguns anos o externato Mosteiro de São Bento. Formou-se em 1910 em farmácia e em medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde defendeu tese sobre "Arteriosclerose cerebral", em que recebeu a nota de distinção.

   Entusiasta dos esportes e da educação física, Faustino Esposel foi presidente do Clube de Regatas do Flamengo, do Rio de Janeiro.


Bibliografia da Série André Luiz

 

Coleção A Vida no Mundo Espiritual

  1. Nosso Lar (1944);
  2. Os Mensageiros (1944);
  3. Missionários da Luz (1945);
  4. Obreiros da Vida Eterna (1946);
  5. No Mundo Maior (1947);
  6. Libertação (1949);
  7. Entre a Terra e o Céu (1954);
  8. Nos Domínios da Mediunidade (1955);
  9. Ação e Reação (1957);
  10. Evolução em Dois Mundos (1958);
  11. Mecanismos da Mediunidade (1960);
  12. Sexo e Destino (1963);
  13. E a Vida Continua... (1968);

Obras complementares

  1. Agenda Cristã (1948);
  2. Conduta Espírita (1960);
  3. Desobsessão (1964);


Sobre a obra

   Atualmente, o livro já possui mais de 1,5 milhão de exemplares vendidos. Os direitos autorais do mesmo foram doados por Chico Xavier à Federação Espírita Brasileira (FEB) em 1944.


Fonte: Wikipédia

terça-feira, 23 de outubro de 2012

A Divina Escada



Cada mortal que sobre a Terra surgir
Receberá de Deus uma escada para subir;
E esta escada cada um há de galgar
Degrau por degrau. Desde o mais baixo lugar
Vai percorrê-la, passo a passo: desde o início
Ao Centro do Espaço, ao seu próprio Princípio.

Numa era passada, mas que hoje perdura,
Escolhi e moldei minha escada; tu escolheste a tua.
Quer seja de Luz ou seja obscura,
Por nós mesmos foi ela escolhida:
Uma escada de ódio ou uma de Amor
Seja ela oscilante ou firmada com vigor.

Quer feita em palha ou formada em ouro rei,
Cada uma obedece a uma justa Lei.
E a deixaremos quando o tempo esgotado;
Dela toma-se posse ao ser de novo convocado.
Por vigias, em frente a um portão cintilante,
Ela é guardada para cada alma passante.

Mesmo sendo a minha estreita e a tua alargada,
Sozinho chego a Deus por minha própria escada.
A de ninguém posso pedir, nem a minha emprestar;
Com o esforço em subir na sua, cada um tem de arcar.
Se, em cada degrau que escalares,
Só barreiras e tormentas encontrares;

Se pisar sobre ferro carcomido e madeira bichada,
A ti cabe transformar tudo isto para, seguro, galgares tua escada.

Reforçá-la e tê-la sempre reconstruída
É a tua tarefa árdua, mesmo que longa seja a tua vida.
Chegando ao fim da Escada, já terás cruzado a PONTE
Que te dará todos os tesouros da Terra, e do Espírito Divino, a FONTE.

Tudo o que de outra forma se possa obter
Será ilusão apenas. Não pode permanecer.
Em revoltas inúteis não faremos o tempo fugir.
Subir, cair, reconstruir; cair, subir, reconstruir,
Cumpramos isto, até que nossa carreira humana nos leve a toda a Verdade,
Até que juntos, homem e Deus, sejamos UMA só Divindade.

O MAHA CHOHAN

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O telhado



Um telhado rodado, de tão belo, que era perfeito;
mas imperfeito ao ponto da água ali penetrar;
um lugar imponente onde a felicidade não habitava;
frio e triste demais para alguém morar.

Uma rua estranha, escura e quiçá perigosa;
e poderosas energias que habitavam aquele lugar;
encontrava-se uma criança estranha e serena;
me aproximo e indago sem medo do que vou falar.

Por favor, eu sei que você pode vê-la;
eu mesmo sinto sua energia nesse lugar;
pois aquela presença tão forte, tão nobre e tão perigosa;
me desespera e me lembra de um tempo que não vai voltar.

Pois lhe diga que eu também sofri e que também chorei,
mas que siga o caminho da sua libertação;
pois de outra forma aquela angústia que lhe atormenta;
jamais dará uma trégua a seu coração.

E a garota estranha que olhava fixamente;
volta-se pra mim e sussurra com convicção;
ela diz que não pode ter paz em seu coração;
que o desespero, a angústia, e o escuro a fazem chorar...

Diz também que se alimenta de sua energia;
mas que ela nada mais é do que proteção;
que jamais te esqueceu um só segundo;
e te aguarda pra um recomeço e outra emoção.

Rodrigo Santana da Fonseca Amorim, O Telhado (15/09/2011)