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Mostrando postagens com marcador Rodrigo Santana da Fonseca Amorim. Mostrar todas as postagens
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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Olhos Verdes


Distantes, os olhos meus; profundos, os olhos teus.
O esmeralda dos teus; o negro dos meus.
Nos meus, a paz dos teus - que me envolveu.
Todo verde que me acometeu foi dos olhos teus - que me venceu.
E os distantes e negros olhos sozinhos estavam - não mais estão; junto aos verdes, profundos olhos, de fortes dons e vivos tons.
Nem o anil do céu, nem o turquesa do mar; são os verdes, os esmeraldas, os mais belos olhos, que hão de me guiar.

Olhos verdes. Rodrigo Santana da Fonseca Amorim. 01/02/2014, 02:16 a.m.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A Cidade dos Dois Sóis



"Uma cidade e dois sóis; 
de outono, de  meio-dia, de tanta cor, de poesia;
Uma alvorada, uma esperança, um novo tempo, novas andanças;
Um pôr do sol, um fim de dia, de velhos tempos, de nostalgia;
E na cidade dos dois sóis, espera-se tudo e nada, novo e velho, o exato liame entre a felicidade plena e o caos absoluto".

Rodrigo Santana da Fonseca Amorim, A Cidade dos Dois Sóis (31/10/2013)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O telhado



Um telhado rodado, de tão belo, que era perfeito;
mas imperfeito ao ponto da água ali penetrar;
um lugar imponente onde a felicidade não habitava;
frio e triste demais para alguém morar.

Uma rua estranha, escura e quiçá perigosa;
e poderosas energias que habitavam aquele lugar;
encontrava-se uma criança estranha e serena;
me aproximo e indago sem medo do que vou falar.

Por favor, eu sei que você pode vê-la;
eu mesmo sinto sua energia nesse lugar;
pois aquela presença tão forte, tão nobre e tão perigosa;
me desespera e me lembra de um tempo que não vai voltar.

Pois lhe diga que eu também sofri e que também chorei,
mas que siga o caminho da sua libertação;
pois de outra forma aquela angústia que lhe atormenta;
jamais dará uma trégua a seu coração.

E a garota estranha que olhava fixamente;
volta-se pra mim e sussurra com convicção;
ela diz que não pode ter paz em seu coração;
que o desespero, a angústia, e o escuro a fazem chorar...

Diz também que se alimenta de sua energia;
mas que ela nada mais é do que proteção;
que jamais te esqueceu um só segundo;
e te aguarda pra um recomeço e outra emoção.

Rodrigo Santana da Fonseca Amorim, O Telhado (15/09/2011)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Os Teus Olhos Não Me Surpreendem


Não é fácil viver como um grego em meio à troianos;
sentir o que sinto ao te ver que só queres o melhor;
que da vida, o queres e o que sentes é irrelevante;
e que no máximo uma vida de sombras é pra ti o melhor.
É triste saber que ante as flores há um caminho de espinhos;
mas que é simples, pois a natureza assim te ensinou;
É óbvio, mas é a verdade que pra ti é imposta;
sinto muito, mas sinto que isto não é o amor.
Vou falar dos caminhos, das flores, e até dos amores;
que pra mim tudo isso é feliz se não fosse você;
pois eu vejo em teus olhos, teus gestos, que não te procuro;
e que és uma faceta da vida falando de amor.
Imperioso é falar da verdade, das coisas da vida;
és feliz por seres alguém que consegues o pouco que quer;
que da vida, tudo o que vês é impressionante;
que a beleza nada mais é do que uma mulher.
Tenho pena da tua alma e do teu destino;
que não enxergas além de um palmo da tua razão;
razão essa que te faz outra vez vítima da vida;
então não venhas falar de verdades do teu coração.
Que eu falo de um universo que tu desconheces;
mas sinto muito, pois na verdade tu és meu irmão;
que a ausência de paz é uma treva que me enlouquece;
mas ao menos caminho rumo à verdade de minha razão.

Rodrigo Santana da Fonseca Amorim, Os Teus Olhos Não Me Surpreendem (03/04/2011)